RIO 2016 CAÇA EXECUTIVOS PARA ATUAR NA OLIMPÍADA
Texto: Caio Retzlaff
Com a ajuda de hedhunters, nova empresa já está em campo atrás de especialistas para formar equipe.
Prestes a se tornar uma empresa constituída e independente do Comitê Olímpico Brasileiro, a Rio2016 está em busca de executivos. A instituição será responsável pela organização dos Jogos Olímpicos do rio, que contratará todos os funcionários que trabalharão n Olimpíada: de faxineiros a árbitros, de engenheiros que fiscalizarão as obras a pessoal de organização e marketing. O objetivo é contratar apenas brasileiros.
Hoje, na Rio2016 trabalham 41 pessoas. Mas, depois que o estatuto estiver pronto e aprovado pelo comitê Olímpico Internacional (COI), serão necessários pelo menos 80 funcionários para iniciar um trabalho de seis anos. No fim do período, serão mais cinco mil empregados, mais os voluntários que trabalharão durante a Olimpíada em 2016. A organização é responsável por conduzir todo o processo que envolve a realização dos jogos, desde a recepção dos atletas no aeroporto, ás instalações de competição e as que não são de competição, como áreas de treinamento, o centro de mídia e a Vila Olímpica.
Para ajudar na seleção do time que dará o início do processo, foi contratada a empresa de seleção de executivos Odgers Berndtson. A consultoria já trabalha com a equipe olímpica de Londres, na Inglaterra, e também dos Jogos de inverno de Vancouver, no Canadá. O organograma está sendo montado, mas, segundo o diretor de marketing da Rio2016, Leonardo Gryner, ele deve mudar atéa realização dos jogos, de acordo com a necessidade. “O organograma de Londres já passou pelo menos por 12 versões”, conta Gryner. “É um modelo complicado que tem de ser atualizado conforme a necessidade”, explica.
Os salários não serão a maior atração do cargo. “Acreditamos que trabalhar no projeto olímpico será importante para o currículo de nossos funcionários e isso aumentará o interesse dos candidatos pelas vagas”, explica o diretor. Por esta razão, a proposta é manter a remuneração média do mercado em cada área. “Temos um orçamento enxuto. Não podemos exagerar”. Mas Gryner explica que haverá exceções. “Se um profissional diferenciado for desejado pela Rio2016, podemos fazer uma oferta melhor, Mas isto não será regra.”
Mesmo depois das olimpíadas ainda será necessário contratar funcionários. “A organização não termina no dia em que acaba a Olimpíada, ela dura pelo menos mais dois anos”, diz Winston Pegler. Diretor da Odgers no Brasil. De acordo com o hedhunter, existe a questão ambiental e as contingências trabalhistas. Além disso, o pessoal especializado em esportes continuará a trabalhar em novos eventos e no desenvolvimento dos esportes no país.